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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Línguas como uma provisão divina

Línguas – uma provisão
 Por Jack Hayford

 “Eu ouvira todas as advertências: Não procure a experiência só para experimentar! Cuidado com os espíritos enganadores! Cuidado com a manipulação, emocionalismo, sugestões! Não deixe que o sensacionalismo sobre o sobrenatural empolgue a sua imaginação! Em vista da corrente interminável de dúvidas e palavras que induzem o medo – por mais sinceramente que sejam ditas -, existem inúmeros obstáculos para impedir qualquer cristã de buscar um momento livre, disponível, espiritualmente vulnerável, na presença de nosso precioso Salvador. Mas eu estava tanto ouvindo como desejando – tanto compreendendo como sentindo – a verdade que me era apresentada. Quando foi feito o convite para ir orar na frente, encaminhei-me para o lugar designado. A mensagem tinha sido clara: Receba pela fé. E foi exatamente o que fiz. Orei: “Senhor, peço que me enchas com o Espírito Santo. Quero receber o Teu poder e o Teu amor, a fim de poder realizar o que Tu queres que eu faça com a minha vida”. O que aconteceu foi tão repentino que me surpreendeu. No momento em que pronunciei essas palavras, uma frase me veio à mente. Era com se alguém tivesse sussurrado: “Eu Te louvo, Senhor!”, mas não era uma frase em inglês. Era quatro sílabas que nunca havia aprendido (e, mais tarde, quando refleti sobre elas, sabia que também não a ouvira antes). Posso ainda lembrar-me delas hoje, de fato, poderia escreve-las aqui, foneticamente, exceto que parecia inadequado fazer isso. Compreendo também agora que se eu tivesse simplesmente dito aquelas sílabas, um fluxo completo de linguagem teria sido liberado naquele momento uma questão de que tratei mais tarde. Mas, naquele dia, eu não disse nada, porque supunha que falar em línguas era mais um acesso lingüístico de algum tipo, em vez de um ponto voluntário de participação com o Espírito Santo dando o pronunciamento. Alguns minutos mais tarde saí da sala, não desapontado, porém insatisfeito. Fiquei feliz por chegar ao ponto de convidar claramente, sem reservas, o Espírito Santo para encher-me. Mas eu estava definitivamente certo de que algo ainda não se completara; uma linguagem parecia estar presente, mas ela permaneceu não-expressa. (...) Aquelas quatro sílabas continuavam em minha cabeça – elas nunca tinham desaparecido e nunca tinham sido faladas. Para alguns o fato pode parecer estranho, mas eu fora impedido de proferi-las por mais de três anos. Eu não só deixara de falar essas quatro sílabas, como também recebera outras. Eu talvez devesse hesitar mais ao contar esta parte do meu testemunho, porque sinceramente não quero que ninguém pense que eu acho que todos que falam em línguas tenham começado ou começaram da mesma maneira que eu. Descobri, porém, que o que eu experimentei foi confirmado suficientemente por outros para dizer que minha experiência não é incomum. Ofereço então este testemunho esperando que ele possa ajudar na sua compreensão, mas também supondo que saiba que ele não pretende ser um padrão controlador ou modelo perfeito. (...) Mas agora - agora o momento da decisão chegara. A decisão envolvia um fato que poucas vezes relatei: o número de sílabas tinha crescido! Hesito em contar isto porque inevitavelmente alguém passa a analisar ceticamente a minha experiência, sem compreender que eu já fizera isso todo o tempo. Eu sabia que não imaginara, ouvira ou trabalhara mentalmente para formar essas palavras. Minha própria reverência pelo que eu esperava de Deus proibia tais invenções humanas. Mesmo assim, esta ampliação para quase doze sílabas, que virtualmente formavam uma frase completa, havia ocorrido em três passos distintos, em duas ocasiões separadas uma da outra pelo espaço de um ano, e tinha sido acrescentada à ocasião original que descrevi. Duas coisas me levaram finalmente a pronunciar esta frase em oração: compreensão e fé. Aprendi que a experiência da linguagem espiritual envolve a decisão de falar, e isto me ajudou a pôr de lado a idéia de que uma influência divina sobre minha língua, um “truque sobrenatural”, ocorreria. (...) Expressões de emoção cheia de louvor, assim com oração ardente, tinham feito parte de inúmeras ocasiões anteriores, mas agora eu disse simplesmente: “Senhor, tenho hesitado em pronunciar estas palavras durante todo esse tempo, embora saiba e creia que foram concedidas pelo Teu Espírito Santo. Mas vou dize-las agora. Ao fazer isto, colocou-me sob o poder do Sangue da Tua Cruz, a fim de assegurar que nada que eu faça possa desagradar-Te ou levar-me ao auto-engano. Se eu falar estas palavras e nada mais ocorrer, deixarei o assunto em Tuas mãos pela fé. Mas se, como acredito que seja o caso, eu continuar falando em línguas além dessas poucas sílabas peço isto: que elas continuem como parte de minha vida diária e não cessem simplesmente com este único evento”. A seguir eu disse: “Em Nome de Jesus, digo estas palavras...” E comecei a falar em línguas. Falei aquelas sílabas... e continuem além delas. Prossegui num período extenso de oração no exercício de uma nova linguagem capacitada pelo Espírito Santo. (O interessante é que nunca mais proferi aquelas sílabas originais.) Ali, de joelhos diante de Deus, naquela noite de primavera, adorei com gratidão, tanto em inglês como numa linguagem (ou linguagens) que nunca aprendera.”