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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Línguas como evidência do batismo no Espírito Santo

Evidência inicial
Por Felipe Saint


“Durante mais de trinta anos eu havia defendido, com toda a lealdade, a “sã doutrina” que incluía a rejeição de tudo aquilo que agora aceitava. Minha reputação de fiel defensor da verdade era meu mais precioso tesouro. Agora, de repente, tinha de admitir o meu erro e mudar minha mensagem, embora mantendo-me preso as doutrinas básicas. Era também o momento de transformar a doutrina em ação. Meu genro Sam, que havia recebido o batismo com o Espírito Santo, disse-me: _ Não é possível pregar a verdade do batismo com o Espírito Santo sem que o possua com realidade bem presente. Sabia que ele estava certo. Mas se eu recebesse essa experiência, o que aconteceria ao meu relacionamento com aqueles que a rejeitavam categoricamente? Penoso pensamento ocorreu-me então. A maioria de nossos queridos amigos se afastariam de nós, supondo que havia adotado doutrina falsa. Consternação e perplexidade se espalhariam entre aqueles que confiavam em mim como professor da sã doutrina! Mas a plena revelação da verdade de Deus compelia-me a prosseguir. Portanto resolvi que, mesmo que perdesse todo o apoio, seria fiel à Palavra de Deus! Comecei buscando o dom de línguas, bem como o próprio Espírito Santo. Sabia que nos tempos do Novo Testamento todos os que recebiam a “unção” do Espírito também falavam em línguas. Estava certo de que esse dom seria uma benção adicional e uma confirmação em minha vida. A primeira epístola aos Coríntios 14.4 diz: “O que fala em outra língua a si mesmo se edifica”. No Vale do Lago, durante certo tempo, alguns de nós íamos todos os dias a um local tranqüilo à sombra das árvores par orar. Certo dia, meu único companheiro era Jorg Pradas. Ao descermos a sombria rampa entre espinheiros, lembrei-me que Jorge havia me contado que há pouco tempo receber o batismo na rua de sua cidade natal. Pela fé ele reivindicara a promessa de Cristo: “quanto mais o Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.13). Jorge havia pedido e o Senhor respondera com ondas de bênçãos que lhe banharam a sua alma com santa alegria. Ele não falou em línguas naquele momento, mas algumas semanas depois, quando orava, um fluxo de adoração em nova língua lhe veio aos lábios de modo muito natural. Quando alcançamos uma clareira, um tanto afastada do caminho, eu disse: _ Jorge, creio que Deus quer que eu receba pela fé a plenitude. Creio que ele quer me abençoar também com o dom de línguas. (Isso foi em fevereiro de 1969.) Ele olhou para mim com compreensão, enquanto eu prosseguia: _ Na Bíblia, repetidamente, os apóstolos impunham as mãos sobre os crentes e eles recebiam o Espírito Santo com todo o seu amor e poder. Portanto peço a você que ponha as mãos sobre minha cabeça e ore, pois estamos a sós. Pensei um pouco, sentindo a presença do meu Senhor, e depois prossegui: _ vou esquecer todos os meus sucessos e falhas, meus longos anos de pregação e meus estudos teológicos. Vou me transformar em criança como diz a Bíblia e até mesmo me fazer de insensato se for necessário! Mas vou dar o passo da fé, tal como aqueles sacerdotes de Israel que puseram os seus pés no rio Jordão, crendo que Deus abriria o caminho para eles até à outra margem. Ajoelhei-me. Jorge colocou as mãos sobre minha cabeça e começou a orar brandamente em espanhol, com algumas frases em línguas. Depois eu comecei a orar. A princípio, parecia pouco mais do que um murmúrio, mas logo depois tornou-se evidente. Eu estava orando em uma língua que nunca havia aprendido! A proximidade de Deus era impressionante. A sensação de paz e alegria era intensa. Durante alguns minutos orei sem esforço numa língua definida. A seguir, mudei pra o espanhol, louvando o meu Pai celestial por ter adicionado mais essa nova e maravilhosa dimensão à minha experiência cristã. Jorge regozijou-se comigo e continuamos em oração durante um bom tempo”.