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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Batismo no Espírito Santo - perguntas e respostas

Pentecostalismo – Perguntas e Respostas
Por José Gonçalves


 Nos Seminários por mim já referidos neste livro fui interrogado sobre os mais variados aspectos da doutrina pentecostal. Querendo oferecer uma resposta sucinta, mas clara resolvi pô-las aqui. Devido ao espaço nem todas as perguntas feitas puderam ser postas neste artigo. Todavia aquelas que achei mais importante foram catalogadas. 1º - “Todos podem ser profetas?” J.I.O.C A pergunta na verdade deve ser feita dessa forma: “todos podem profetizar?”. Neste caso a resposta é sim. As Escrituras apóiam essa assertiva: “por que todos podereis profetizar” (1 Cor 14.31). Sim todos podem ser usados no dom de profecia, mas nem todos podem exercer o ofício profético. Acerca do cargo de profeta, como um ofício, a Bíblia diz que Deus concedeu “uns para profetas” (Ef 4.11). Ágabo exercia o ofício profético, mas as filhas de Filipe, o evangelista, profetizavam. (At 21.9,10) 2º - “Os que profetizam devem ser submissos à liderança local da igreja?” Irmão Vito. Em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos alguém profetizando “a granel” e fora da orientação da liderança local da igreja. Ágabo, por exemplo, “dava a entender pelo Espírito que estava para vir grande fome” (AT 11.28). Esse profeta neotestamentário foi usado por Deus para prevenir a liderança local sobre uma grande fome que segundo Lucas “sobreveio nos dias de Cláudio” (At 11.28b). Ele tinha o respeito de toda a igreja inclusive do apóstolo Paulo (At. 21.10-13). A prática de ser um profeta “independente”, isto é, sem estar submisso á liderança local de uma igreja não conta com respaldo bíblico. 3º - “Qual a diferença entre orar “com” Espírito e orar “pelo” Espírito?”. Em sua primeira epístola aos Coríntios, Paulo diz: “Orarei com o Espírito, mas também orarei com a mente” ( 1 Co 14.15). O texto grego permite ambas as traduções. Se optarmos em entendermos a expressão proseuksomai tô peneumati como um locativo grego, então a melhor tradução é “no espírito”, isto é, o nosso espírito humano quem ora por influencia do Espirito Santo. Por outro lado se entendermos a mesma expressão como um caso instrumental grego, então a tradução melhor será “pelo Espírito”, numa referencia ao Espirito Santo. Isto porque as terminações dos casos gregos locativo e instrumental são iguais. Nesta passagem, porem, a Almeida Revista e Atualizada (ARA), seguiu o contexto e traduziu corretamente como “ orar com o espírito”, visto que nos versículos precedentes Paulo havia dito “o meu espírito ora”. 4º - “Paulo fala em melhores dons (1 Cor 12.31). Há dons melhores do que outros?”. A.S. Paulo fala em “melhores dons” no contexto onde a edificação da igreja deve ser o critério principal. Nesse sentido ele exorta aos Coríntios a “buscar com zelo os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis” (1 Cor 14.1). Para ele a profecia era o melhor dom porque edificava o maior número de crentes. É nesse sentido que devemos entender a palavra meizona (maiores), conforme aparece no texto grego da United Bible Societies. 5º - Como descobrir em qual (s) dons Deus quer nos usar? Primeiramente você deve seguir a recomendação bíblica e “buscar com zelo os dons espirituais” (1 Cor 14.1). Quando o Senhor lhe agraciar com seus dons, então você saberá que os recebeu. Paulo ao escrever a Timóteo exortou-o a não se fazer “negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, pela imposição de mãos do presbitério” ( 1 Tm 4.14). Em sua segunda carta Paulo deixa outra vez claro que Timóteo deveria “reavivar” o dom de Deus que estava nele. (2 Tm 1.6). Em ambas passagens fica evidente que Timóteo sabia quais dons de Deus havia recebido. Ele estava sendo exortado a exercitá-los. Wayne Grudem em sua Teologia Sistemática observa que esta regularidade dos dons na vida de um crente permite dizer que ele é o possuidor (administrador) daquele dom. 6º - “É possível que um crente que possuía um determinado dom, por conseqüência de falta de oração em busca do mesmo pode perdê-lo.” E.M.S. Já vimos que Paulo exortou a Timóteo a não “negligenciar” e “reavivar” o dom de Deus. A falta de oração é tanto uma forma de negligencia como também a melhor maneira de apagar o Espírito (1 Ts 5.19) 7º - “Uma certa doutrina diz que há nove tipos de línguas, e que devemos ter cuidado com elas para não sermos confundidos pela linguagem demoníaca. Eu gostaria de saber se isto é verdade”? I.F. Essa doutrina não possui nenhuma fundamentação bíblica. As Escrituras falam de “variedade de línguas” (gr. gene glosson), sem procurar quantificá-las. A heresia que diz que um crente pode receber um demônio e não Espírito Santo quando busca o batismo no Espírito Santo é contrária ao ensino bíblico. Jesus disse “assim o Pai celestial dará o Espírito Santo ao que lhe pedirem” (Lc 11.12-13). 8º - “É possível um crente profetizar sem ter sido batizado no Espírito Santo”. B.C.L. Deus pode usar a quem Ele quer. No VT Ele usou Saul para profetizar (1 Sm 10.11). No NT encontramos Caifás, o sumo sacerdote, também profetizando (Jo 11.15; 18.4). Todavia após o dia de pentecostes as profecias no NT acontecem em um contexto onde os crentes já haviam sido batizados no Espírito Santo. Em Atos 19.1-6 diz que “tanto falavam em línguas como profetizavam”. Primeiro o batismo no Espírito Santo, depois o exercício dos dons. 9º - “Porque crentes carnais falam em línguas”? O.F.B. Os dons de Deus são dados pela graça. Na igreja de Corinto, por exemplo, havia crentes carnais: “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim com a carnais” ( 1 Cor 3.1), todavia era a igreja onde mais havia as manifestações pentecostais (1 Cor 12-14). O que deve ser observado é que o carnal precisa julgar-se a si mesmo e sair do domínio da carne para o do Espírito, pois, “os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.8). Se o crente carnal não se corrigir, Deus o corrigirá (1 Cor 11.28-32). Os dons espirituais não devem ser o critério de avaliação de maturidade, mas sim os frutos do espírito. 10º - “O exercício dos dons sem o amor é obra da carne?” Irmã Francisca Tudo o que não for feito por amor é obra da carne. Paulo diz que se “eu não tiver amor nada serei” (1 Cor 13.2). Os dons sem o amor fazem apenas barulho (1 Cor 13.1).Os dons são prova de inspiração, o amor de compaixão. (1 Cor 13.2). Os dons são prova de sobrenaturalidade, o amor de humanidade (1 Cor 13.2; 14.25). Nem todos podem possuir os mesmos dons, mas todos podem amar (1Cor 12.30). Os dons sem o amor são uma deformação (1Cor 12.17). Podemos ir para o céu sem dons, mas não sem amor (1 Cor 13.8). 11º - “Como podemos abusar dos dons?” A.P.P. Podemos abusar dos dons espirituais assim como podemos abusar das coisas naturais. Os capítulos 12 a 14 da 1ª Epistola aos Coríntios foram escritos para corrigir abusos. Ali os crentes estavam abusando do dom de línguas, isto é, o dom não estava sendo usado de uma forma que trazia edificação para toda a igreja. Recentemente a mídia exibiu uma igreja americana onde os crentes riam que rolavam pelo chão!. Alegrar-se no Senhor é bíblico (Fl 4.4), mas levar isso a extremos ao ponto de se tornar algo bizarro, sem dúvida é uma forma de abuso. 12º - “Só tem o Espírito Santo quem é batizado Nele? Então como ficam as referências de Atos 2.38 e 1 Cor 12.13? Como explicar isso? I.B.F. A Bíblia ensina que no momento que recebemos Jesus como Salvador o Espírito Santo vem habitar em nós (1 Co 3.16). Somos então selados nele (Ef 4.30). Nesse sentido a Bíblia diz que “quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele” ( Rm 8.9). Todavia a experiência do Batismo no Espirito Santo não deve ser confundida com a regeneração. a) Os apóstolos já eram crentes antes do batismo no Espírito (Lc 24.49; At 1.13,14). b) Os Samaritanos já eram salvos antes do batismo no Espírito (At 8.14-17). c)Paulo recebeu a Cristo na estrada de Damasco e foi batizado no Espírito três dias depois sob o ministério de Ananias (At 9.17-19). d) Os doze homens de Éfeso já eram crentes, mas somente receberam o Espírito Santo após a oração de Paulo (At 19.1-6). 13º - “Existe base bíblica em At 2 para o batismo no Espirito Santo como o conhecemos hoje? Em caso positivo, como os ouvintes entendiam tudo sem interpretação? Manuel No capítulo 2 de Atos dos Apóstolos os 120 crentes falam em línguas desconhecidas para eles, mas conhecidas para aqueles que estavam presentes em Jerusalém e que haviam vindo de “outras nações” (At 2.5). “partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios ( At 2.9-11). Foram essas pessoas que ouviram os discípulos falando nas línguas deles (estrangeiros) “as grandezas de Deus” ( At 2.11). Tanto as línguas referidas em Atos 2 como as citadas em 1 Coríntios 14 são as mesmas, diferenciando-se apenas no propósito. 14º “Qual a explicação correta sobre Mt 3.11-22 quanto ao “batismo com o Espírito Santo e com fogo”? Vasconcelos A partícula grega kai traduzia às vezes como “e” e outras como “também” aparece 9.018 vezes no texto grego. Ela é uma conjunção que liga uma palavra a outra. Alguns intérpretes entendem que João está falando de duas coisas diferentes, isto é, ele estaria se referindo ao batismo no Espirito Santo para os crentes e de um outro batismo de julgamento (com fogo) para os descrentes. Neste caso a conjunção seria melhor traduzida como “também”, sendo que o versículo ficaria assim: “Ele vos batizará com o Espirito Santo e também com fogo”. Todavia o contexto neotestamentário não parece favorecer essa interpretação, sendo que a melhor tradução é aquela que entende que Jesus “batizará como o Espirito Santo e com fogo”, isto é, o fogo faz parte da mesma experiência. É o que aconteceu em Atos 2 quando os discípulos foram batizados no Espírito Santo, o texto diz que foram vistas “línguas de fogo” (At 2.3). 15º - “Um amigo me disse que não fala em línguas por que o próprio Jesus não falou, portanto, não há necessidade mais dele falar. Isto está certo? L.F.V. As Escrituras dizem que o batismo no Espírito Santo com a evidência física do falar em línguas só ocorreria após a morte, ressurreição e glorificação de Jesus. “ Se eu não for, o Consolador não virá” (Jo 16.7); “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2.33). Não adianta tentarmos encontrar pessoas no Velho Testamento ou mesmo no Novo Testamento (antes da glorificação do Senhor Jesus) falando em línguas que não vamos encontrar.