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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Batalha Espiritual - como conquistar fortalezas espirituais.

Estratégia de Conquista
Princípios bíblicos para a conquista de vitórias




“Ora, Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía, nem entrava. 2 Então, disse o Senhor a Josué: Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e os seus valentes. 3 Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. 4 Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. 5 E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si. 6 Então, Josué, filho de Num, chamou os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da Aliança; e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca do Senhor. 7 E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do Senhor. 8 Assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, com as sete trombetas de chifre de carneiro diante do Senhor, passaram e tocaram as trombetas; e a arca da Aliança do Senhor os seguia. 9 Os homens armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as trombetas; a retaguarda seguia após a arca, e as trombetas soavam continuamente. 10 Porém ao povo ordenara Josué, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então, gritareis. 11 Assim, a arca do Senhor rodeou a cidade, contornando-a uma vez. Entraram no arraial e ali pernoitaram. 12 Levantando-se Josué de madrugada, os sacerdotes levaram, de novo, a arca do Senhor. 13 Os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas de chifre de carneiro diante da arca do Senhor iam tocando continuamente; os homens armados iam adiante deles, e a retaguarda seguia após a arca do Senhor, enquanto as trombetas soavam continuamente. 14 No segundo dia, rodearam, outra vez, a cidade e tornaram para o arraial; e assim fizeram por seis dias. 15 No sétimo dia, madrugaram ao subir da alva e, da mesma sorte, rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam a cidade sete vezes. 16 E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade! 17 Porém a cidade será condenada, ela e tudo quanto nela houver; somente viverá Raabe, a prostituta, e todos os que estiverem com ela em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. 18 Tão-somente guardai-vos das coisas condenadas, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais. 19 Porém toda prata, e ouro, e utensílios de bronze e de ferro são consagrados ao Senhor; irão para o seu tesouro. 20 Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, ruíram as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram. 21 Tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos” (Js 6.1-21).


O livro de Deuteronômio encerra-se com Moisés contemplando a Terra Prometida e preparando Josué, o seu sucessor, para entrar nela:

Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cimo de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã; 2 e todo o Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés; e toda a terra de Judá até ao mar ocidental; 3 e o Neguebe e a campina do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. 4 Disse-lhe o Senhor: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá. 5 Assim, morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. 6 Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. 7 Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor. 8 Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas de Moabe; então, se cumpriram os dias do pranto no luto por Moisés. 9 Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés. 10 Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o Senhor houvesse tratado face a face, 11 no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando do Senhor, fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra; 12 e no tocante a todas as obras de sua poderosa mão e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista de todo o Israel” (Dt 34.1-12).


Os seis primeiros capítulos do livro de Josué são cruciais para entendermos como se deu o processo de conquista de Canaã. Nesse capítulo quero destacar alguns desses princípios que a meu ver nos ajudarão na conquista de vitórias espirituais. Não são técnicas de autoajuda, mas princípios bíblicos extraídos do texto sagrado.
Em primeiro lugar, uma conquista futura é condicionada por medidas tomadas no passado – “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que seja bem-sucedido por onde quer que andares”.
O Senhor alerta a Josué que a conquista futura está condicionada àquilo que Moisés lhe havia ordenado no passado! O passado, com todo o seu aprendizado, não poderia ser esquecido. Na verdade a liderança de Josué naquele momento era uma construção do passado. Não acredito que se consiga conquistar batalhas sem se levar em conta o discipulado que tem suas raízes fincadas no passado. Não somos seres a-históricos, isto é, sem passado e sem tradição. Infelizmente muitos estão entrando na batalha sem possuírem raízes bem fundamentadas. Gosto daquilo que um colega de ministério comentou comigo certa vez. Disse que conhecia muitos obreiros, segundo ele, “criados na ração”. São pessoas que tem o seu crescimento semelhante aos frangos criados em granjas! Crescem rápido, devido a ração que comem, mas também morrem rápido.
Em segundo lugar, o caminho da vitória é construído com as letras da Bíblia – “Não cesses de falar deste livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Js 1.8).
Observamos no v.7, que o Senhor quer que Josué seja bem sucedido por “onde quer andares”. Josué possuía um caminho pela frente e esse caminho deveria ser construído com as letras da Bíblia. Não creio que haja vitória quem constrói o seu caminho com outro tipo de material. A Escritura diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl 119.105).
Em terceiro lugar, sem a posse de reservas não se conquista nada! – “Provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis este Jordão, para que entreis na terra que vos dá o Senhor, vosso Deus, para a possuirdes” (Js 1.11).
Para a entrada na terra era preciso ter “provisão de comida”. Sem reservas não podemos repor nossas energias gastas. Como está o nosso depósito? Esse princípio foi posto em prática por José do Egito quando enfrentou um longo período de estiagem. Durante sete anos ele acumulou reservas suficientes de alimento que lhe permitiram alimentar por igual tempo toda a população do império. Aumentemos, pois, as nossas reservas através de uma vida devocional mais consistente.
Em quarto lugar, somente os habilitados e experimentados conseguem ficar na linha de frente – “Vossas mulheres, vossos meninos e vosso gado fiquem na terra que Moisés vos deu deste lado do Jordão; porém vós, todos os valentes, passareis armados na frente de vossos irmãos e os ajudareis” (Js 1.14).
Somente os valentes conseguem avançar! Não compartilho com o terrorismo posto por muitos autores de batalha espiritual, mas estou convencido que numa guerra espiritual não há lugar para amadores. É preciso ser valente e valente bem treinado e armado. O bom disso tudo é que o nosso General nos dá tudo isso!
Em quinto lugar, não se conquista uma fortaleza sem antes conhecê-la – “De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a terra de Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali” (Js 2.1).
Josué estava determinado a conquistar a terra, mas ele sabia que não poderia fazer isso sem antes conhecer as suas fortalezas. Jericó era uma dessas fortalezas: “Ora, Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía, nem entrava” (Js 6.1). O primeiro passo rumo à conquista é conhecer a fortaleza à sua frente. Muitas vezes essa fortaleza não está fora, no mundo exterior, mas encontra-se em você mesmo. Dentro de seu mundo interior. Sabendo disso peça ao Senhor que o sonde e lhe dê vitória sobre essa fortaleza (Sl 139.23,24).
Em sexto lugar, se o Senhor ficar atrás, então nada adianta você ficar na frente – Levantou-se, pois, Josué de madrugada, e, tendo ele e todos os filhos de Israel partido de Sitim, vieram até ao Jordão e pousaram ali antes que passassem. 2 Sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial 3 e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da Aliança do Senhor, vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar e a seguireis. 4 Contudo, haja a distância de cerca de dois mil côvados entre vós e ela. Não vos chegueis a ela, para que conheçais o caminho pelo qual haveis de ir, visto que, por tal caminho, nunca passastes antes” (Js 3.1-4).
A arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, deveria ir na frente! Quem desejasse conquistar a terra deveria ficar atrás. Muitas batalhas são perdidas porque simplesmente nos recusamos a colocar o Senhor na frente ou em primeiro lugar.
Em sétimo lugar, antes da bênção, deve vir a santificação! – “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).
Deus fará maravilhas, mas fará no meio de um povo santo. É preciso respeitar os limites demarcados pela palavra de Deus se quisermos obter vitória.
Em oitavo lugar, quem não corta a própria carne, não terá vitória completa – “Naquele tempo, disse o Senhor a Josué: Faze facas de pederneira e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel. Então, Josué fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote” (Js 5.2,3).
Deus manda Josué circuncidar os filhos de Israel. A circuncisão era uma pequena operação onde era cortada a carne do prepúcio. Para entrar na terra era necessário cortar a própria carne! Em o novo Testamento encontramos o apóstolo Paulo exortando os crentes “a mortificar os feitos do corpo” (Rm 8.12,13).
Em nono lugar, se o Senhor estiver no comando, você vence até no grito!  - “E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade!” (Js 6.16).
Deus havia dado instruções a Josué a orientar o povo: “Porém ao povo ordenara Josué, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então, gritareis” (Js 6.10). Ganhar uma guerra no grito não é comum, mas quando o Senhor está no comando isso se torna possível. As coisas de Deus às vezes não são entendidas pelo senso natural, mas ele não exige que as compreendamos, mas que tão somente as obedeçamos e aceitemos pela fé.
Sim, a vitória é nossa em o nome de Jesus Cristo. Amém.



Texto extraído do meu livro (no prelo): FORTALEZAS NÃO CONQUISTADAS - COMO VENCER A GUERRA ESPIRITUAL E SE MANTER DE PÉ.