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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A verdadeira prosperidade

O que significa prosperar? Para respondermos a esta importante pergunta faz-se necessário esclarecermos alguns conceitos importantes. A razão para isto está na confusão que se faz com o conceito do que seja “prosperidade”. Na teologia neopentecostal ser “próspero” significa “ter posses”, e “bênção” significa “sucesso”. Partindo desse princípio, algumas anomalias teológicas passam a reger a vida do cristão. Neste contexto a ideia que se tem de um pastor bem-sucedido, por exemplo, é de alguém que está se “dando bem” ou que é possuidor de muitos bens.
A teologia da cruz foi suplantada pelo desejo de consumo. Basta ver as dezenas de programas de televisão vendendo a granel promessas de prosperidade financeiras. Dentro dessa ótica um pastor bem-sucedido é alguém que não mora de aluguel e que possui, no mínimo, um carro do ano para andar. Mas isto esta longe do que seja a prosperidade bíblica. Precisamos deixar bem claro que Deus quer que seus filhos sejam prósperos, mas isto não pode ser confundido simplesmente com aquisição de “posses” ou “bens”. Nem tampouco a bênção do Senhor pode ser confundida simplesmente com sucesso. Alguém pode possuir muitos bens, ter muitas posses, e ainda assim não ser uma pessoa próspera. Por outro lado uma pessoa pode ser abençoada por Deus sem que, contudo, ter aquele “sucesso” que o mundo tanto aplaude. Vejamos o Salmo 73, onde essas diferenças conceituais se tornam bem claras para nós. No versículo 3 nós lemos: “ Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (ARA). E no versículo 12 está dito: “Eis que estes são os ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas” (ARC). A palavra prosperidade neste último texto traduz o termo hebraico shalew, derivado de shala, e significa “tranqüilo”, “próspero”. O contexto desse Salmo 73 deixa claro que o autor ficou perturbado com a aparente prosperidade dos incrédulos. Como isso podia acontecer, se aqueles que temiam a Deus pareciam viver em dificuldades?
Quando ainda se propunha a entender essa aparente contradição da vida, o salmista encontra a chave que solucionará o problema. “Até que entrei no santuário de Deus; então, entendi eu fim deles. Certamente, tu os pusestes em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição”, vv.17,18. Ele descobriu que os ímpios têm posse, mas não prosperidade; os ímpios desfrutam de sucessos, mas não de bênçãos divinas. Para o salmista, a prosperidade era mais um questão de “ser” do que de “          ter”. ser amigo de Deus é muito mais importante do que aquilo que Ele pode nos dar. “Todavia, estou de continuo contigo, tu me seguraste pela Mao direito. Guiar-me-ás como o teu conselho e, depois, me receberás em glória” (Sl 73.23,24).

É esse, precisamente, o conceito de prosperidade no Novo Testamento. Ao escrever aos crentes de  Corinto, Paulo diz: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade (Gr Euodoo), para que se não façam coletas quando eu chegar” (1 Co 16.2). Para ele, cada cristão possuía a sua prosperidade. Com certeza, ali havia cristãos com ais bens do que outros, mas todos eram prósperos em Cristo.