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terça-feira, 20 de agosto de 2013

A mesa de Jezabel

A Mesa de Jezabel
O que tem seduzido os cristãos!

 (texto extraído do meu livro: FORTALEZAS NÃO CONQUISTADAS (NO PRELO)

“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava”. (1 Rs 21.25).


     


Já estou na comunidade evangélica há trinta anos. Nesse espaçoso período de tempo passei a adquiri uma cultura cristã, formada por conta da leitura sistemática da Bíblia e também da literatura evangélica. O meu gosto pela leitura foi despertado no inicio da minha fé; é bem verdade que nesses primeiros anos essa leitura era apenas devocional. Todavia com o passar dos anos ela se tornou mais crítica e seletiva. Uma consequência natural da educação formal que recebi em Teologia e Filosofia.
Passei a gostar dos pensadores! Aprendi que eles são importantes pelo que dizem e pelo que impedem os outros de dizer.  A faculdade de Filosofia, cursada em uma Universidade Federal, fez-me debruçar sobre a obra dos grandes filósofos. Li desde os pré-socráticos até os pós-modernos. Admirei o idealismo platônico e a física aristotélica; Agostinho e Tomás de Aquino ganharam a minha admiração por terem cristianizado Platão e Aristóteles! O racionalismo de René Descartes, conforme exposto no seu Discurso do Método, provocou em mim profunda reflexão. A capacidade kantiana de fazer a síntese entre o empirismo de Hume e o cartesianismo, deixou-me espantado!  Igual impressão tive dos filósofos contratualistas. Examinei com cuidado desde os grandes sistemas filosóficos como o hegeliano até as escolas de pensamento, como a existencialista e a pós-moderna.  
No campo teológico o meu fascínio foi ainda maior. O Seminário Batista onde me formei dava ênfase à cultura bíblica. Quando conheci as obras de A.T. Robertson; W.E.Vine; William Gesenius; Gherard Kittel; Walter Bauer; Geoge Wigram; Keil e Delitzsch e James Strong, só para citar os mais conhecidos, cresceu em mim um forte apego às línguas bíblicas! A consequência disso foi uma maior dedicação à exegese e hermenêutica sagrada. Grandes teólogos ganharam a minha admiração. Apreciei as teologias sistematizadas de Charles Hodge; Augutus Strong; John Dag; Wolfhart Pannenberg; R.A. Torrey; Lewis Sperry Chafer; Louis Berkhof; Stanley Horton e  J. Rodman Williams.
 Apreciei também autores nacionais. Cresci no auge da teologia Fabiana. O livro de sua autoria: Igreja:crescimento integral, levou-me a entender o que seria:  carisma para os éticos e caráter para os carismáticos. O pensamento de Robson Cavalcante me levou a avaliar com maior realismo o papel social da igreja. Por outro lado, o pensamento de Leonardo Boff, pensador católico, conduziu-me a pensar com seriedade sobre a transcendência do ser humano. Dentro do arraial pentecostal, aproximei-me do teólogo Ricardo Gondim. Suas reflexões levaram-me a enxergar que o avivamento não deve ser apenas dos sentimentos, mas, sobretudo, dos comportamentos. Sua compreensão sobre a influência da pós-modernidade na igreja é uma das mais profundas que já li. 
Alguns desses autores, durante o percurso, sofreram acidentes morais-espirituais; enquanto outros, acidentes intelectuais. Neste livro estou enfocando as batalhas espirituais e neste capítulo me deterei nos acidentes que ocorreram na área do pensamento ou ideologia. Em outras palavras, analisarei aqui o que considero uma mudança de eixo no pensamento de alguns pensadores.

Um Deus limitado

Pois bem, em entrevista dada à revista Carta Capital em 2011, o pastor e teólogo Ricardo Gondim respondeu às mais variadas perguntas desse periódico. Falou desde a participação dos evangélicos na política partidária; do fundamentalismo evangélico até mesmo da união civil entre pessoas do mesmo sexo. A cerca desse último, lemos:
Carta Capital: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
Ricardo Gondim: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.” [1]
Por outro lado, a editora Ultimato em 2001, dez anos antes da entrevista citada, fazia a primeira reimpressão do livro Orgulho de Ser Evangélico, também de autoria do pastor Ricardo Gondim. Ao falar sobre A Intolerância dos Tolerantes, ele escreveu:
“Há algum tempo recebi um convite para participar de um programa de debates, recém-iniciado pela MTV, em que abordariam a questão do homossexualismo. Aceitei com certa hesitação. Minha paixão pela polêmica me impediu de dizer não. Nos bastidores, antes de ir ao ar, percebi que seria minoria mais uma vez (embora seja pentecostal e corintiano). Sentei-me à mesa, rodeado por um drag-queen e uma ativa militante do movimento lésbico. Mal o programa começou e já se percebia claramente que ele visava uma apologia do homossexualismo (ou homossexualidade), como querem os politicamente corretos). Cada um dos mais de quinze painelistas se revezavam em defender a prática homossexual como uma questão de preferência e não de ética. Finalmente, a apresentadora do programa perguntou minha opinião.
Pausadamente, procurando me esquivar da pecha de fundamentalista e homofóbico, expus o que penso ser um consenso do pensamento evangélico: “Cremos em um Deus criador e preservador de todo o universo. Ele, além de possuir pessoalidade, preocupa-se com a felicidade  de toda a sua criação. Dele provém uma lei moral que fornece os parâmetros do comportamento humano e, por ser exterior a nós, não se molda às nossas preferências. De acordo com essa lei moral”, continuei, com o mesmo tom de voz, “nós evangélicos entendemos o homossexualismo como um pecado, uma perversão moral”.
Bastaram essas palavras. O tempo fechou. Quase todos ao redor da mesa falavam, cada qual subindo um pouco o seu tom de voz. Alguns, descontrolados, proferiam palavrões. Sarcasticamente, confesso, perguntei: “Afinal de contas este espaço não é plural?  Por que não posso manifestar meu ponto de vista, assim como os senhores expõem os seus? Se vocês pregam a tolerância, por que tanta intolerância ao meu ponto de vista?” Meu sarcasmo não deu resultado. Cada vez que tentei falar, me abafavam aos gritos”.[2]
Parece difícil acreditar que em apenas dez anos um mesmo assunto receba de um mesmo autor posicionamentos radicalmente tão divergentes! Mas é exatamente isso o que de fato essas palavras revelam! Houve uma mudança de eixo em seu pensamento! O que aconteceu? O que o provocou?
Em 2009, quando lancei o livro Defendendo o Verdadeiro Evangelho, eu detectei essa mudança no pensamento de Gondim. Em um livro de sua autoria: Creio, Mas Tenho Dúvidas, ele defendeu a ideia de que havia mitos na Bíblia Sagrada. Detectei também nessa obra que os seus referenciais intelectuais passaram a ser renomados escritores ateus em vez de piedosos cristãos ortodoxos! Senti que ele havia assimilado a teologia relacional também conhecida como teísmo aberto.
 A partir dali observei que esse autor dava passos largos rumo ao caminho do livre pensamento! Outras doutrinas que são consideradas como fundamentais pela tradição cristã conservadora, recebem de sua parte um enfoque totalmente novo:
Deus - Diferentemente da concepção cristã ortodoxa, Gondim defende a ideia de um “Deus” limitado. Ele não controla a história, pois isso seria incompatível com a liberdade humana. Argumenta que se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Dessa forma a conclusão é: Deus não está no controle![3]
A Segunda Volta de Cristo – Passa a ser interpretada pela teologia utópica do teólogo alemão Jurgen Moltmann. Não se trata de algo literal, como diz a Bíblia, mas uma utopia a ser perseguida! Cristo volta sim, mas volta fora da história! As palavras de Paulo aos Tessalonicenses sobre a parousia recebem novo significado.[4]
A Salvação - Deixa de ser a entrada no céu depois da morte, que é um conceito medieval, para ser entendida como uma forma de vida abundante aqui e agora.  Nesse sentido o cristianismo é a mais poderosa resposta para essa vida abundante, mas outras formas de promover vida no mundo não podem ser descartadas e por isso o cristianismo deve acolher essas outras formas e dizer graças a Deus, eles também estão promovendo a vida – a salvação![5]
Quando assisti aos vídeos com esses posicionamentos e li em blogs essas afirmações, só pude lamentar! O que ocorreu com esse gigante da literatura brasileira? Quanto mais pensava sobre esse assunto, mais lembrado ficava das palavras de um velho pastor. Francisco Camelo de Sousa, pastor em Altos, Piauí, por ocasião da minha conversão, costumava dizer na sua simplicidade: “Quando o Diabo não puxa, ele empurra!” Crescia em mim a sensação de que esse festejado autor estava sendo empurrado para fora dos limites do pensamento cristão! Mais um guerreiro havia sido ferido e uma batalha estava sendo perdida no campo das ideias!
De fato, posteriormente, Gondim publicou em seu site a sua decisão de deixar o movimento evangélico:
“Agora sinto necessidade de distanciar-me do Movimento Evangélico. Não tenho medo. Depois de tantas rupturas mantenho o coração sóbrio. As decepções não foram suficientes para azedar a minha alma, sequer fortes para roubar a minha fé. “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.
Estou crescentemente empolgado com as verdades bíblicas que revelam Jesus de Nazaré. Aumenta a minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo. Sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Não cesso de procurar mentores. Estou aberto a amigos que me inspirem a alma.
Então por que uma ruptura radical? Meus movimentos visam preservar a minha alma da intolerância. Saio para não tornar-me um casmurro rabugento. Não desejo acabar um crítico que nunca celebra e jamais se encaixa onde a vida pulsa. Não me considero dono da verdade. Não carrego a palmatória do mundo. Cresce em mim a consciência de que sou imperfeito. Luto para não permitir que covardia me afaste do confronto de meus paradoxos. Não nego: sou incapaz de viver tudo o que prego – a mensagem que anuncio é muito mais excelente do que eu. A igreja que pastoreio tem enormes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir com o que comumente se conhece como Movimento Evangélico”.[6]
Ideologia anticristã
Por ocasião da Eleição Presidencial de 2010, Reinaldo Azevedo, escreveu no blog da revista Veja, periódico da editora Abril:
“Vamos fazer um textinho que pode ser debatido nas faculdades de jornalismo. Os professores que rejeitam a ideologia do escriba logo dirão: “Veja, caros aluninhos, vítimas do meu proselitismo, como esse Reinaldo Azevedo é manipulador”. Os realmente preocupados com jornalismo acharão que se está, ao menos, diante de um bom debate.
O PT inventou a história de que uma eventual murchada da candidatura Dilma — o Ibope da CNI do Armando Monteiro nega que tenha existido… — se deve a uma tal corrente na Internet que teria espalhado que ela é favorável ao aborto (e ela efetivamente era até abril do ano passado ao menos) e lhe atribuído a frase: “Nem Jesus Cristo me tira essa eleição”. Dilma nega que tenha dito isso. Pessoalmente, tendo a acreditar que não disse. Afinal, ela é a candidata de Lula. Na comparação, para eles lá, Jesus perde importância como símbolo de grandeza, entendem? Se o Ibope e o Datafolha investigarem a popularidade do Nazareno, talvez conclua que ela anda abaixo de 80% nestes dias laicos, em que só Lula é adorado… Minha pena, obviamente, é de sarcasmo, não de melancolia. Mas vamos adiante.
O partido resolveu atribuir a queda de Dilma a esse boato — que chama de “preconceito”. Logo, a candidata seria vítima não da sua própria opinião sobre o aborto, mas de uma suposta maledicência. E, se a questão é de natureza religiosa e se os evangélicos fazem parte da equação, nada como exibir o apoio de um líder evangélico.
E é aí que entra Edir Macedo, o auto-intitulado “bispo”, dono da Igreja Universal do Reino de Deus e de um império de comunicação que inclui a verdadeira Lula News (que não é aquela de Franklin): a TV Record. Macedão botou pra quebrar e escreveu uma carta de apoio a Dilma Rousseff, atribuindo os “boatos” a coisas do capeta… A conferir: mas acho que a Universal, no passado, já viu o capeta em Lula. Como o diabo é quem é não por ser inteligente, mas por ser antigo, não deve ter mudado, deve continuar o mesmo. Lula e Macedo é que podem ter mudado um pouco. Mas esperem! Agora vem a parte que interessa aos professores de jornalismo.
Macedão entra na parada para combater os supostos boatos de que Dilma é favorável à legalização do aborto, certo? Mas quem é ele nessa questão? Ora, um defensor intransigente da… legalização! Chega a ter a cara-de-pau teológica de justificar a sua opinião apelando a uma leitura torta do Eclesiastes”.[7]
Para a imprensa, portanto, o posicionamento pro-aborto do bispo não passa de um jogo de interesses! Uma bandeira ideológica orientada pelo Estado. Esse também é o entendimento que o filósofo Olavo Carvalho possui sobre o assunto. Em um vídeo divulgado no canal do youtube, Carvalho rebate veementemente os argumentos abortistas de Macedo. Para Carvalho, Macedo não tem opinião própria sobre o assunto, mas apenas cumpre uma Agenda do Governo em favor do aborto! Para ele, o bispo teria se vendido e está trabalhando para o partido governista e para o diabo também! À alegação abortista de que Deus não se encontra em um feto que se originou como fruto de um estupro, Carvalho argumenta que de um estupro pode nascer um santo, assim como de um casamento regular e cristão pode nascer um charlatão e vagabundo![8]
Mas o que de fato disse o bispo sobre o aborto que provocou toda essa reação em cadeia? Em um vídeo também divulgado no youtube, Macedo se posiciona a favor do aborto porque, segundo ele, isso iria produzir uma melhor qualidade de vida; menos violência; menos morte; menos mortalidade infantil; menos doenças e menos todos os males que são vistos na sociedade. Ele está consciente de que quando adotou esse posicionamento político sofreu ferrenha oposição até mesmo de seus pares!
Eis a sua fala:
“Eu pergunto o que é melhor um aborto ou uma criança mendigando, vivendo no lixão? O que é melhor? A Bíblia fala que é melhor uma pessoa não ter nascido do que nascer e viver o inferno. Eu sou a favor do aborto sim. Eu sou e digo isso em alto e bom som, com toda a fé do meu coração e não tenho medo nenhum de pecar! E se eu estou pecando eu cometo esse pecado consciente... se... eu não acredito nisso porque é uma questão de inteligência, não é nem uma questão de fé, de razão. Lá em Nova Iorque depois que foi promovida a lei sobre o aborto a criminalidade diminui assustadoramente. Por quê? Porque deixou de nascer crianças revoltadas, porque a criança revoltada é uma arma contra nós, contra a sociedade e vai resolver onde? FEBEN vai resolver, quem vai resolver, Conselhos vai resolver? Não resolve, não resolve, não resolve. Então eu sou a favor do aborto, eu sou a favor do planejamento familiar. Nós na igreja Universal do Reino de Deus, o pastor se ele quiser fazer a vasectomia nós pagamos, nós sustentamos, fazemos de tudo para que ele faça a cirurgia com sucesso. Mamãe teve 33 filhos, 33, por causa das dificuldades ela abortou 16, sobraram 17, morreram 10, ficaram só 7 e nem por isso ela deixou de estar com Deus. E o aborto não faz diferença. É preferível abortar do que ter a criança saudável, mas criando problemas para si, mendigando, comendo o pão que o diabo amassou. Enfim, sendo nociva a sociedade. Esse é o meu pensamento, e se alguém me condena por isso, paciência”.[9]
Quando em 2002 foi lançada em inglês a obra; The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements (O Novo Dicionário Internacional dos Movimentos Pentecostal e Carismático), o bispo Edir Macedo ganhou destaque em um dos seus verbetes. É dito nessa obra que a sua teologia faz parte da tradição pentecostal:
“A teologia da Igreja Universal aceita a tradicional teologia pentecostal com ênfase na obra do Espírito Santo, mas focando firmemente a cura, o exorcismo, e a transformação pessoal”.[10]
O que mudou em apenas dez anos? Por que em vez da cura, o exorcismo e a transformação pessoal se busca hoje a defesa de práticas que são diametralmente opostas aos princípios cristãos? Sem dúvida houve uma mudança no eixo ideológico desse pregador neopentecostal. Não tenho dúvidas que essa é uma guerra ideológica e, uma ideologia que mudou para pior. Satanás tem se valido da vaidade pessoal de grandes líderes para impor sua agenda de pecado em nossa pátria. E mais uma vez vemos a tentativa de fazer tombar genuínos princípios cristãos.
Apenas deve ser obervado aqui que os argumentos do bispo sobre o aborto são pueris e se autoanulam. Como se pode, por exemplo, resolver o problema da criminalidade cometendo crimes? Sim, pois a extração de uma criança do útero materno é um crime contra a vida! O que vai resolver o problema da violência social e da fome não é matança de crianças inocentes, mas a adoção de políticas sociais mais justas!
A paz universal
A coisa não pára por ai. Infelizmente a busca por poder terreno e glória tem levado grandes líderes à apostasia! Há um farto material nas páginas da web mostrando grandes lideranças pentecostais brasileiras em busca de apoio da Igreja da Unificação, liderada pelo Reverendo Moon. Todos os manuais de apologética são unanimes em mostrar que a ideologia de Moon é totalmente anticristã. Segundo os manuais de apologética, Moon já se declarou, por exemplo, ser o próprio Cristo!
Para o blogueiro Julio Severo, essa promiscuidade envolvendo evangélicos e o fundador da igreja da Unificação, o reverendo Moon, se deu em troca de apoio político. Tendo uma das grandes lideranças evangélicas brasileiras recebido a indicação para o prêmio Nobel da Paz, agora “procura fortalecer sua indicação unificando forças com personalidades ecumênicas comprometidas numa agenda de harmonia e paz entre todas as religiões e pessoas”.[11]
O escritor Jamierson Oliveira, ex-editor da Revista Defesa da Fé e hoje editor geral da Bíblia Apologética de Estudos, denuncia essa aliança profana, quando diz:
“Realmente eu não me surpreendo quando vejo esses pastores apoiarem um anticristo como é o líder da Igreja da Unificação, seita que nega as principais doutrinas bíblicas.
Essa realidade triste indica duas coisas: Ou esses líderes não conhecem a Bíblia e são pastores ignorantes acerca das Escrituras Sagradas, que é um absurdo. Ou então eles são pastores conscientemente desobedientes à Palavra, que é um absurdo ainda maior.
Biblicamente não existe comunhão entre a mesa do Senhor e a mesa dos demônios (1 Co 10:14-21), nem entre luz e trevas (2 Co 6:14). Quando fazemos isso desdenhamos a santidade de Cristo e cometemos o pecado de sacrilégio, que a profanação de algo sagrado como o ministério cristão.
A respeito desses líderes, a Bíblia tem uma palavra: “Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo”. Isso demonstra que, de uma perspectiva espiritual, o problema é muito sério!”[12]
Mais uma vez só temos a lamentar a queda de gigantes que, à semelhança de Acabe, rei de Israel, tenham se “vendido para fazer o que é mal perante o Senhor” (1 Rs 21.25).
Vejo com profunda tristeza as feridas produzidas na igreja por conta do posicionamento anticristão desses líderes.  Basta lermos o que internautas evangélicos tem comentado sobre essas postagens. Alguns demonstram decepção; outros revolta; enquanto outros parecem dar sinais de um ceticismo que não quer mais acreditar na liderança evangélica!
O que resta agora é esperarmos que eles demonstrem arrependimento para se porem de pé e evitarem o julgamento divino!




[1] Entrevista concedida a revista Carta Capital. www.cartacapital.com.br. Acesso 20.09.2012.
[2] GONDIM, Ricardo. Orgulho de Ser Evangélico. Editora Ultimato, 2001.
[3] Entrevista concedida a revista Carta Capital. www.cartacapital.com.br. Acesso em 20.09.2012.
[4]http://www.youtube.com/watch?v=kPUgHlcD8Tw. Acesso 21.09.2012. Também exibida em Soberanismo.blogspot.com. Acesso 18.09.2012.
[5] http://www.youtube.com/watch?v=V1le67ZTges&feature=relmfu. Acesso  21.09.2012. Entrevista concedida por ocasião da Bienal do Livro de 2008.
[6] www.cartacapital.com.br .Acesso 21.09.2012.
[10] BURGESS, Stanley M & VAN DER MAAS, Eduard M. The New International Dictionary of Pentecostal and Charismatic Movements. Zondervan, Grand Rapids, Michigan, U.S.A. 2002.  
[12] Idem.