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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Fé Bíblica - contrastando a fé bíblica com aquilo que prega o Movimento da Fé ou Confissão Positiva.

Texto extraído o livro: COMENTÁRIO AO ANTIGO TESTAMENTO, vol. 1, pp.35,36.

"Aproveitando os relatos, o texto delineia a figura da pessoa de fé: a Deus fiel o homem deve responder com  fidelidade: duvidar da lealdade de Deus é a tentação radical. A fé é um encontro pessoal no qual o Senhor toma a iniciativa. encontro decisivo na vida do crente onde se misturam a confiança, o vazio de si mesmo e a obediência: Adão deve confiar e obedecer; Caim deve aceitar a escolha de seu irmão, e os construtores de Babel devem aceitar sua dependência; Abraão deve aceitar abandonar o seu passado depositando seu futuro nas mão de Deus; toda a vida de Jacó é um aproximar-se e fugir desse Deus que não o abandona; para José o encontro se dará em momento terríveis. 
A fé exige empobrecimento e risco: aceitar a dependência de Deus nos casos de Adão-Eva, de Caim e dos habitantes de Batel. Em Abraão retrata-se a opção radical do crente: uma voz simplesmente lhe ordena que abandone tudo, passado presente, e confie; responder positivamente, deixar de ser o que é e procurar outra identidade. Deus reconhecerá sua fé (cf. Gn 15,6) e sua obediência (cf. Gn 22,12. 16); Abraão se transforma no seu homem de confiança (Cf Gn 18,18). Jacó, pro sua própria culpa foragido, aceita sua situação e, depois de encontrar-se com Deus (Cf Gn 28,10-22), põe-se a caminho em busca de uma vida nova. Devolverá o que roubou, e depois de longos anos de prova e quando está a ponto de alcançar seu objetivo, refugia-se na oração, encontra-se com o próprio Deus: admite sua culpa e o Senhor muda-lhe o nome, transforma-o num outro homem (cf Gn32,24-32). A fé leva à conversão e, por ela, ao homem novo. No caso de José, dele são exigidos o empobrecimento e o risco da própria vida e, crente modelar, aceita em silêncio sua situação. Suporta e sofre a ausência de Deus. Sua confiança não fica defraudada. 
A confiança em Deus deve preencher o vazio que ajuda a fé.  A fortaleza do crente está no Senhor; confia nele apesar das dificuldades e absurdos que a vida traz emparelhados. O aspecto paradoxal das promessas revela esta cega confiança: a um casal de anciãos, ela estéril, Deus afirma que serão pais de uma grande nação; e quando Abrão se queixa de que seu filho não chega, o Senhor lhe assegura que sua descendência será mais numerosa que as estrela do céu, e Abrão simplesmente acredita nele. Sozinho, sem proteção alguma, abandonado e em fuga, Jacó recebe uma promessa imensa: possuirá aquela terra sobre a qual dorme, e ele, um homem maldito e fugitivo, será portador de bênção! Deus promete a pessoas sem direito algum que a terra que pisam lhes pertencerá, e a terra está ocupada e na posse de povos poderosos e fortes. José é um jovem que sonhou ser reverenciado pelo sol, pela lua e por onze estrelas: aproveitando as aventuras e desventuras desse herói, o texto retrata a figura do homem que confiou em Deus. Esta é a vocação do individuo e da comunidade de fé: procurar Deus no desapego, com risco e confiança".