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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O comportamento do cristão em uma sociedade não cristã!

CINCO COISAS QUE EU NÃO GOSTARIA QUE ACONTECESSEM EM 2014!


1. O envolvimento de pastores com política partidária!


2014 é um ano eleitoral e a tendência é que a igrejas passem a ser cortejadas pelos políticos. Pastores devem pastorear e deixar para aqueles que foram chamados para a vida pública essa missão. Nunca devem permitir que seus púlpitos se transformem em palanque eleitoral. O púlpito é sagrado e dele deve sair a pregação inspirada e não o discurso inflamado! O pastor deve votar, mas jamais declarar em quem vai votar, pois se assim o fizer inevitavelmente criará partidos na igreja!. Sua missão deve ser de orientar o voto consciente, mas jamais por cabrestos em quem pensa diferente, afinal o voto é livre!


2. O mal uso do Facebook por parte dos cristãos!



Infelizmente muitos cristãos são de uma imprudência que beira a insensatez. Se fossem mais prudentes não falariam mal das suas igrejas; de seus pastores, afinal o que é privado não deve ser exposto ao público! Tem alguma coisa contra seu irmão ou contra pastor, então procure para conversar! Não deveriam também, por exemplo, expor seu nudismo, tais como fotos sensuais; sem camisa, etc. A privacidade de sua casa deve ficar com você, não interessa a ninguém, muito menos a mim! Evitariam postar toda fofoca que é veiculada na internet, principalmente os vídeos onde pastores, seja de que denominação for, foram flagrado fazendo sexo ilícito. Evitariam "curtir" sites pornográficos, quer seja de gays ou de mulheres nuas!

3. Igrejas se dividindo

Esse é um mal que afeta toda as denominações! Vivemos uma implosão de igrejas nunca vista antes na história. As razões são várias, desde o envolvimento de líderes com heresias; ou quando o líder não aceita ser corrigido quando comente um pecado moral; ou ainda quando determinado líder quer mais espaço e começa um processo litigioso com sua igreja de origem - é uma guerra por liderança. Nesse caso mais um grupo surgirá inevitavelmente, e inevitavelmente muitas pessoas ficarão ressentidas, magoadas e feridas. A igreja sofre!

4. Arminianos querendo ser calvinistas!

É uma incongruência quando um arminiano deseja virar um calvinista. É confusão na certa! Vou explicar! De uma forma bem simples, um arminiano é alguém que crê que o homem é livre para escolher - é aquilo que comumente chamamos de "livre-arbítrio"! A propósito, não é apenas um ensinamento bíblico, mas também jurídico e filosófico! Juridicamente e filosoficamente ninguém pode ser condenado ou inocentado se ele não possuísse uma moral livre! O conceito de moralidade é condicionado a uma vontade livre. Por outro lado, um calvinista não acredita dessa forma! Ele crê que alguns, independentemente de suas vontades de escolhas, já estão sentenciados - uns para a condenação e outros salvação. Não consigo entender como alguém que aceita o conceito de vontade livre pode querer ser um "Reformado" ou "Calvinista". A propósito, eu sou arminiano, pelo simples fato dessa doutrina ser bíblica!.

5. Pentecostais querendo ser cessacionistas!

Todo pentecostal crer ou deveria crer na atualidade dos dons! A maioria das igrejas históricas não creem na atualidade dos dons. Elas acreditam que os dons cessaram com os apóstolos, por isso mesmo não chamadas de cessacionistas! Com o advento do pentecostalismo no final do século 19 e início do século vinte essa crença cessacionista sofreu um duro golpe. Se defendeu como pode: acusando pentecostais clássicos de hereges; de endemoninhados, etc. Mas apesar desse fogo cruzado o pentecostalismo sobreviveu! Hoje são poucos os cristãos das igrejas históricas (leia-se tradicionais) que não acreditam na atualidade dos dons! Não aceitam as Línguas Desconhecidas (Estranhas) como prova do batismo no Espírito Santo, mas acreditam na sua existência (atualidade) hoje. Aqueles que não querem dar o braço a torcer, acreditando na atualidade dos dons, preferem acreditar na teoria do "normativo" e do "narrativo". Esse foi um artifício criado por John Stott em seu livro BATISMO E PLENITUDE para tentar rebater a crença pentecostal. Mas o livro de Stott possui aporias (contradições) que acabam anulando o seu argumento (veja um estudo detalhado que eu fiz sobre as posição de Stott em meu livro DEFENDENDO O VERDADEIRO EVANGELHO, no capítulo intitulado: UMA RESPOSTA PENTECOSTAL).
Sou pentecostal, falo em línguas e quando o Senhor quer, as interpreto. Sou pentecostal, acredito em profecias e as vezes quando o Senhor quer profetizo também. Sou pentecostal e acredito na atualidade dos dons.

Pode o cristão mandar em Deus?

A TERRA MANDA NO CÉU?


Com a ascensão da chamada teologia da prosperidade, o texto de Mateus 16.19 ganhou ênfase especial: “E eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus”. Baseados nessa passagem bíblica, alguns pregadores adeptos da teologia da prosperidade começaram a “determinar” e até mesmo “mandar em Deus”. A lógica parece perfeita: se o que eu ligo aqui na terra será ligado no Céu, então parece bastante obvio que a terra manda de fato no Céu. É só determinar e pronto! Esse ensino tem provocado atitudes absurdas. Por exemplo: Para que gastar longas horas em oração, se podemos simplesmente “determinarmos” que Deus faça isso ou aquilo? Para que suplicar algo a Deus, se Ele tem o “dever” ou até mesmo a “obrigação” de endossar o que se determina?


Outro dia eu andava por um bairro da periferia da minha cidade e fiquei surpreendido com uma cena que presenciei. Encontrei duas jovens pertencentes a uma dessas igrejas praticantes da “Teologia da Determinação”. Elas estrategicamente se moviam de um lado para o outro da rua. Aproximei-me e as indaguei o que estavam fazendo ali. A mais velha disse-me que estavam “determinando” a saída de satanás daquela área! Aquele episódio deixou-me perplexo, pois aprendi pela Bíblia Sagrada que a melhor maneira de fazer o diabo ir embora de um lugar é através da ação evangelística da igreja: “Então saíram e pregaram que todos se arrependesse; e expulsavam muitos demônios” (Mc 6.12,13). A pergunta, portanto, é: “Qualquer coisa que fizermos aqui será endossada pelo Céu?”


ANÁLISE EXEGÉTICA


Primeiramente, vejamos as duas formas diferentes como esse texto do Evangelho de Mateus tem sido traduzido em nossas versões em português:


a) Almeida Revista e Corrigida (ARC) – “E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

b) Almeida Revista e Atualizada (ARA) – “Darte-ei as chaves do reino dos céus, o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra será sido desligado nos céus”.

No original grego, as expressões éstai dedeménon (ligar) e éstai lelyménon (desligar) são um perfeito perifrásico. No grego, o tempo perfeito indica uma ação ocorrida anteriormente, mas com reflexos no presente. Ao comentar o sentido do uso do perfeito perifrásico nesse texto, o especialista D.A Carson diz que, nessa passagem, estamos diante de uma “questão paradigmática”, e comenta: “Neste caso, questões paradigmáticas realmente rompem barreiras e fazem a evidência decididamente perder para a tradução ‘b’’’. Em palavras mais simples, Carson traduz esse texto como “Terá sido ligado/terá sido desligado” (Carson, D.A. A Exegese E Suas Falácias –perigos na interpretação da Bíblia, op.cit.). Da mesma forma, a Chave Lingüística do Novo Testamento Grego, ao comentar essa passagem, afirma: “Esta construção é futuro perfeito passivo parifrásico traduzido como ‘terá sido amarrado’, ‘terá sido solto’’’. E ainda observa: “É a Igreja na terra levando a efeito as decisões do Céu e não o Céu ratificando a decisão da Igreja”.


O SENTIDO CORRETO


Thomas ice e Robert Dean, ainda sobre esse texto, acrescentam: “Uma tradução que reforça esse sentido do original grego diria o seguinte: ‘Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus, mas o que você ligar na terra será aquilo que já foi ligado no Céus, e o que você desligar na terra será aquilo que já terá sido desligado nos Céus’’’. “Pedro deveria ligar coisas na terra, mas somente aquilo que já tivesse sido ligado no Céu. Pedro deveria estabelecer o padrão terreno de entrada no Reino do Céu, baseado no padrão que Deus já estabeleceu no Céu. Pedri deveria ser um mediador da Plavra de Deus entre Deus e o homem, esse padrão é o que Pedro afirmou em Mateus 16.16, que Jesus é ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’’’ (ICE, Thomas & Dean Jr Robert. Triunfando na Batalha. Editora Chamada da Meia Noite. Rio Grande do Sul, RS).

A NECESSIDADE DA APOLOGÉTICA

Como vemos, são interpretações equivocadas de passagens como a de Mateus 16 que provocam heresias e confusão na vida de muitos cristãos. Isso mostra a necessidade da praticar apologética em nossos dias. A defesa da fé evangélica bíblica se constitui uma das razões que justifica a necessidade da apologética. O teólogo Norman Geisler, em sua Enciclopédia de Apologética, enumera razões que justificam a necessidade da apologética:

1) Deus a ordena – Geisler argumenta sobre 1 Pedro 3.15,16: “Estar pronto não é só uma questão de ter a informação correta à disposição, é também a atitude de prontidão, e vontade de compartilhar a verdade sobre o que acreditamos”.


2) A Exigência da Razão – É pelo raciocínio que os humanos se distinguem dos “animais irracionais” (Jd v.10).


3) A necessidade do Mundo – As pessoas se recusam a crer em sem provas. Evidencias da verdade deve preceder a fé.


Há uma estreita relação entre apologética e as ciências da interpretação. Qualquer apologia que não se alicerça na hermenêutica e na exegese bíblica não pode ser considerada como apologia confiável. Por um lado, a hermenêutica é a ciência da interpretação e por outro, a exegese é a aplicação dos princípios da hermenêutica.



A exegese tem, portanto, o objetivo de extrair de um texto o Maximo do pensamento do autor. No dizer de Gordon D. Fee, “é descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.